sábado

V(Azia)

Cerram-se os cílios da noite, não os meus. 
Na boca, tua ausência ácida supita-me queimando os cantos vazios da casa. 
O silêncio regurgita re(fluxos) de lembranças, 
 Como lavas que insistem em retornar à crosta do peito. 
 Aspiro nossas entranhas e a madrugada tosse nossos restos, 
 Irritando a mucosa do céu que vomita estrelas. 
E, então, pela última vez v(azia), bebo nosso efervescente adeus.